A chamada PEC do Teto foi aprovada hoje no Senado, em segundo turno, restando agora a promulgação da lei pelo Presidente da República. Esta foi a primeira medida que o governo federal tomou para enfrentar o forte desequilíbrio fiscal que foi herdado do governo anterior. A falta de geração de superavits fiscais nos últimos anos impediu o controle do endividamento do governo federal, que já era muito elevado, e que caminhava para um patamar insustentável.
A referida PEC impõe, como principal medida o estabelecimento de um teto geral para os gastos do governo federal para os próximos 20 anos. Esta medida tem sido muito criticada pelo pessoal que, por falta de entendimento ou por má fé, diz que ela vai reduzir os investimentos em saúde, educação e programas sociais.
Na realidade, a PEC não impõe a redução de nenhum gasto, apenas limita a soma de todos eles, que que fica condicionada à inflação ocorrida no ano anterior. Esta limitação geral implica que para a definição de cada orçamento anual, se faça o que sempre deveria ter sido feito, isto é, a seleção das prioridades dos gastos, e do exame da efetividade de cada um deles. Quando o orçamento é limitado, mesmo numa família, o que se faz? Corta-se o que é superfluo e preserva-se o que é absolutamente necessário. No caso dos governos, força a se analisar a efetividade de cada programa de maneira a se obter melhores resultados com menos gastos. Trata-se, portanto, de mudar a cultura atual, que aceita que tudo seja incluído no orçamento, que é coberto, no papel, por previsões irrealistas de receitas, que não se concretizam.
Não é verdade, portanto, que o limite imposto vá prejudicar a saúde, por exemplo, que pode até aumentar, se outros programas forem cortados ou reduzidos. Se não há teto, não há controle, as decisões são sempre políticas, sem observância de limites impostos pela boa gestão do orçamento.
13/12/2016
terça-feira, 13 de dezembro de 2016
quinta-feira, 4 de junho de 2015
FIFA- O Escândalo
Faz décadas que se fala a respeito da existência de corrupção relacionada à FIFA. A mais recente se refere à fraude que teria sido praticada na eleição da Russia e do Catar para as Copas de 2018 e 2022, com a compra de dirigentes com propinas. No entanto, nunca se conseguiu abrir um processo contra a FIFA e seus dirigentes. Agora, aproveitando-se uma reunião da FIFA em Zurique, foram presos vários dirigentes pela Polícia Suiça, em colaboração com o FBI, que está investigando o caso. Entre eles estava o Sr. José Maria Marin, ex-presidente da CBF. O atual presidente da CBF, o Sr. Marco Antonio Del Nero, deixou Zurique antes da votação que aconteceria no dia seguinte, que iria indicar o novo presidente da FIFA. O Sr. Joseph Blatter foi reeleito, mas, na semana seguinte, diante da pressão internacional e de constatar a perda de apoio de fornecedores, ele anunciou a sua renuncia, comunicando que ficará até o final de uma nova eleição para definir outro presidente, o que deve acontecer até o final do ano. Dias depois, os associados da FIFA começaram a pressionar o presidente para que se afaste imediatamente.
O processo iniciado pelo FBI foi provocado por problemas de um americano, ex-dirigente da FIFA, que fez um acordo de delação premiada e deu todas as informações sobre o esquema de corrupção que, segundo ele, tinha conhecimento desde 1988. O brasileiro J. Hawila, dono da Traffic, empresa que tinha megacontratos de divulgação dos torneios da FIFA, também fez uma acordo de delação premiada e se comprometeu a devolver cerca de US$ 150 milhões, sendo US$ 25 milhões no ato da assinatura do acordo.
O que está ficando claro para todos nós, é que os EUA estão se aproveitando agora de um dispositivo legal que lhe dá o direito de investigar estrangeiros, não havendo necessidade de que tenham cometido ilícitos no seu território, mas que tenham algum vínculo com o país, como conta bancária, ou uma transferência por meio de banco americano. Esta condição ficou conhecida por ocasião do estouro do escândalo da Petrobrás e dos processos que foram abertos nos EUA contra a empresa, pela simples razão de ter ADRs lançadas no mercado de ações americano. Juristas brasileiros alertaram, em artigos, que uma empresa não pode ser condenada no Brasil e nos EUA pelo mesmo crime, mas podem ser punidos lá se aqui não forem punidos.
Consequência de tudo isto, os brasileiros precisam ser investigados aqui para não ficarem sujeitos a um regime mais rígido nos EUA.
Esta onda de combate à corrupção, que se soma ao que já foi feito no caso do Petrolão, e agora na operação Lava-Jato, está abrindo a possibilidade de reversão da tendência de aumento da corrupção em todo o mundo, especialmente no Brasil.
Vamos ver no que isto tudo vai dar. Já houve outros escândalos que não foram suficientes para mudar esta cultura de corrupção e impunidade.
O processo iniciado pelo FBI foi provocado por problemas de um americano, ex-dirigente da FIFA, que fez um acordo de delação premiada e deu todas as informações sobre o esquema de corrupção que, segundo ele, tinha conhecimento desde 1988. O brasileiro J. Hawila, dono da Traffic, empresa que tinha megacontratos de divulgação dos torneios da FIFA, também fez uma acordo de delação premiada e se comprometeu a devolver cerca de US$ 150 milhões, sendo US$ 25 milhões no ato da assinatura do acordo.
O que está ficando claro para todos nós, é que os EUA estão se aproveitando agora de um dispositivo legal que lhe dá o direito de investigar estrangeiros, não havendo necessidade de que tenham cometido ilícitos no seu território, mas que tenham algum vínculo com o país, como conta bancária, ou uma transferência por meio de banco americano. Esta condição ficou conhecida por ocasião do estouro do escândalo da Petrobrás e dos processos que foram abertos nos EUA contra a empresa, pela simples razão de ter ADRs lançadas no mercado de ações americano. Juristas brasileiros alertaram, em artigos, que uma empresa não pode ser condenada no Brasil e nos EUA pelo mesmo crime, mas podem ser punidos lá se aqui não forem punidos.
Consequência de tudo isto, os brasileiros precisam ser investigados aqui para não ficarem sujeitos a um regime mais rígido nos EUA.
Esta onda de combate à corrupção, que se soma ao que já foi feito no caso do Petrolão, e agora na operação Lava-Jato, está abrindo a possibilidade de reversão da tendência de aumento da corrupção em todo o mundo, especialmente no Brasil.
Vamos ver no que isto tudo vai dar. Já houve outros escândalos que não foram suficientes para mudar esta cultura de corrupção e impunidade.
sábado, 17 de setembro de 2011
CULTURA EMPRESARIAL-1
Eu trabalhava numa empresa de consultoria e recebi a visita de um consultor italiano, especializado em ferrovias e fomos visitar várias oficinas de locomotivas da FEPASA, em S.Paulo. Após andarmos por toda a oficina, acompanhados do gerente local, subimos para um mezanino onde ele tinha o seu escritório. Assim como o restante da oficina, o escritório estava sujo e bagunçado.
Depois de tomarmos um cafezinho o gerente saiu da sala por um instante. Aproveitei a sua ausência e perguntei: o que achou da oficina? Ele respondeu, quase de imediato: a cara do dono (ou seja, do gerente).
Nas empresas acontece muito isto, elas geralmente são o espelho do dono. Como é muito difícil mudar as pessoas, na maioria das vezes é necessário mudar o dono.
Lembro do livro do Abíli Diniz, presidente do Grupo Pão da Açucar, que muito depois que foi sequestrado e quase foi morto. Ele reconheceu que era tão arrogante, que quando estava dirigindo e precisava virar numa esquina não dava sinal porque achava que não tinha que dar satisfação para ninguém que viesse atrás dele.
O medo da morte, porém, fez ele encarar a vida de uma forma mais humilde.
Quem tem sucesso corre o risco de ter o ego tão inchado que começa a flutuar no ar, perde o contato com o chão, isto é, perde a noção da realidade, vive num outro mundo. Passa a pensar que sabe tudo, não pergunta nada a ninguém, somente manda fazer.
A história está cheia de casos de que esta postura acaba mal.
Continuarei neste tema, que envolve cultura empresarial.
sábado, 5 de junho de 2010
SERRA X DILMA
A última pesquisa encomendada pela Globo e o jornal Estado de S.Paulo aponta empate entre os dois candidatos em 37% no primeiro turno e em 42% no segundo turno. A oposição ficou parada muito tempo, deu chance para o adversário e agora vai ficar muito mais difícil correr atrás do prejuizo. O cenário é muito preocupante. A candidata do PT é uma incognita, não se pode prever o que fará quando deixar de ser uma subordinada de alguém, para ser a primeira mandatária. Pelo que sabemos, se agiu por iniciativa própria no passado só foi como terrorista, no que parece que foi muito competente. Daí fica a pergunta: existem ex-terroristas? A resposta somente pode ser: NÃO. Pode ter abandonado a atividade mas, que pode garantir se em determinada circunstância, com o poder subindo à cabeça, por exemplo, aquele instinto animal não voltará a se manifestar? Como podemos ser irresponsáveis a ponto de pagar para ver? Há alternativa? Sim, há. O Serra ou a Marina poderão ser incompetentes no cargo, mas nunca trairão o seu passado. O mesmo pode-se dizer da Dilma. Se for fiel ao seu passado estamos "fritos". O Lula não traiu o seu passado. Foi um presidente sindicalista, sempre brigando pela companheirada, pela vida mansa dos que agitam, fazem movimentos, discursam, viajam, mas trabalhar que é bom, nada. O país não pode perder mais 8 anos sem as reformas que hoje cada vez mais são essenciais para termos um desenvolvimento sustentável. Qual as maiores deficiências hoje? Saúde, segurança e educação? Quem são os servidores mais mal pagos? Exatamente os destes setores. Se são prioritários, esta prioridade tem que ser expressa em alocação de recursos, em ações efetivas de melhoria de condições de trabalho. O Brasil ganhará com certeza com Serra ou Marina. Com Dilma, duvido. Corremos o risco de sermos uma segunda Argentina, que já foi um país mais próspero que o Brasil, e hoje é apenas uma sombra do seu passado, com uma sucessão de governos cada vez piores, que acabaram com o país. Quanto tempo precisarão para se recuperar? Vamos aguardar e torcer para que ainda haja tempo para mudanças neste cenário preocupante.
MENSAGEM INICIAL
Este é o meu segundo blog. Depois de postar por um bom tempo, acabei deixando inativo e não tive mais acesso para postar, somente para leitura. Agora vou ver se posto com frequencia, é um bom exercício e fica o registro de ideias e sentimentos que passam e a gente não lembrará mais.
Aqueles que lerem e quiserem comentar serão bem vindos.
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